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É tristeza ou depressão? Conheças as principais diferenças


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Fatos sobre a depressão


Afinal, o que é Tristeza?

Uma das dúvidas mais recorrentes que encontramos na prática clínica é a dificuldade em saber diferenciar a tristeza da depressão. A dúvida é muito comum entre pacientes, familiares e leigos em geral no assunto.

A tristeza é um estado transiente de rebaixamento do humor, o qual todos nós experimentamos e sentimos de tempos em tempos em alguns momentos da nossa vida. É considerada uma das emoções universais, faz parte dos inevitáveis aspectos da experiência humana e sua causa tende a variar muito baseada nas percepções pessoais e culturais, e nos diferentes tipos de personalidade e temperamento.

É perfeitamente natural sentir-se triste em função de perdas ou de manifestações de raiva decorrentes de decepções e frustrações. Na maioria das vezes, essas reações afetivas são normais e passageiras e não precisam de tratamento. No entanto, a intensidade, a duração e persistência, e a presença de outros sintomas em concomitância, a tristeza e a irritabilidade podem ser indícios de quadros afetivos.

Frequentemente é considerada uma emoção “negativa”, no entanto, tem um papel importante em nos comunicar da necessidade de sermos ouvidos, aceitos, compreendidos, validados e ou, até mesmo, de recebermos ajuda, esclarecimento e conforto.

Além disso, a experiência de um momento de tristeza pode direcionar a nossa atenção para o mundo interior, para o nosso íntimo e ainda pode nos ajudar no desenvolvimento da resignação e aceitação. A tristeza permite, portanto, a reflexão e oportunamente nos oferece um momento de pausa, muito propício para realizar um balanço existencial e revisar nossos planos e objetivos pessoais.

Com o desenvolvimento de habilidades cognitivas e com o aprendizado de técnicas e estratégias de regulação emocional, é possível, em muitos casos, processar melhor as emoções, mantê-las num nível mais funcional e adaptativo e, como consequência, sobrepairar as situações aflitivas e aversivas em que ficamos tristes.




Se não é tristeza, é depressão?

Se os sentimentos de tristeza estão interferindo em sua vida e não desaparecem após algumas semanas, ou se continuam voltando repetidamente por alguns dias, isso pode ser um sinal de que você está passando por depressão.

Mais que um sentimento de tristeza e diferente de uma flutuação usual do humor, a depressão é uma doença pois possui bases biológicas que desencadeiam uma série de alterações no corpo humano e dá origem a diversos sintomas que podem comprometer a nossa qualidade de vida e nossas atividades de vida diária. A depressão não discrimina a sua condição socioeconômica, a sua orientação e identificação sexual, ou se você é de uma etnia diferente. Todos nós estamos suscetíveis.
Tratamento da depressão

“Para mim, começou com uma tristeza e depois me senti desligando, me sentindo menos capaz de lidar com as coisas. Às vezes, eu me sinto entorpecido e um grande vazio.” - Beto, 16 anos.


Qual a diferença da tristeza e do desânimo?

A natureza da depressão é distinta da tristeza ou desânimo. A tabela a seguir busca listar algumas das principais características e diferenças que são consideradas na elaboração do diagnóstico da depressão.

Característica Tristeza Depressão
Duração Horas a dias Semanas a meses
Perda afetiva Presente Geralmente ausente
Autoestima Preservada Muito comprometida
Sentir-se inútil Ausente Presente
Desempenho em tarefas cotidianas Geralmente preservado Muito comprometido
Às vezes consegue se animar Geralmente sim Nunca
Sintomas corporais Mínimos Graves
Retardo psicomotor Leve ou ausente Geralmente presente
Ideia de suicídio Improvável Comum


Sinais comuns e sintomas da depressão

Como você pode se sentir


Como você pode se comportar

Lembre-se, as informações apresentadas não devem ser utilizadas para fins de autodiagnostico. Procure um profissional de saúde mental experiente e que seja da sua confiança para ter um diagnóstico adequado.


Gravidades da Depressão

Pode ser difícil perceber que há algo errado no início pois a depressão aparece gradualmente. Muitas pessoas tentam lidar com os sintomas sem notar que não estão bem. Às vezes a percepção de que algo não está bem pode vir de algum amigo ou familiar.

Dependendo do número e severidade dos sintomas, um episódio depressivo pode ser categorizado entre leve, moderado e grave.

Casos leves. Em sua forma mais branda, a depressão pode gerar um estado de desânimo. Não o impede de seguir com sua vida normal, no entanto, tudo se torna mais difícil de realizar e sem valor.

Casos moderados. Em casos moderados, a depressão já impacta de forma significativa a vida cotidiana da pessoa.

Casos graves. Já na sua forma mais grave, a depressão pode colocar sua vida em risco e até mesmo ser fatal, porque pode te fazer sentir o desejo de cometer o suicídio.

“Parecia que eu estava o tempo todo muito cansada. Eu não tinha energia para fazer nada. Não tinha emoção por nada...” - Nádia, 44 anos.


Luto e Depressão

Pode parecer difícil fazer a distinção entre depressão e luto. Sem dúvidas, ambos compartilham muitas das mesmas características, no entanto, possuem importantes diferenças.

O luto é uma resposta inteiramente natural à perda, enquanto a depressão é uma doença. Pessoas em processo de luto tem sentimentos de tristeza que vão e voltam mas ainda são capazes de aproveitar a vida e ter um olhar para o futuro. Em contraste, pessoas depressivas sentem-se constantemente tristes. Para elas é muito difícil apreciar e desfrutar de coisas boas da vida ou serem positivas em relação ao futuro.

Estudos demonstraram que o estresse extremo associado ao luto pode causar doenças cardíacas, câncer, e também transtornos mentais como depressão e ansiedade.


Os fatores de risco para a depressão

A depressão pode afetar qualquer pessoa, até mesmo alguém que vive em condições relativamente ideais. Atualmente sabemos que existem várias possíveis causas para a depressão, que podem variar de biológicas a circunstanciais.

Vários fatores podem influenciar na origem da depressão:

Bioquímica. Diferenças em certas substâncias químicas no cérebro podem contribuir para os sintomas da depressão

Genética. Casos de depressão na família ou de outros transtornos do humor são fatores de risco para o desenvolvimento da depressão.

Personalidade. Pessoas com baixa auto-estima, que são facilmente sobrecarregadas pelo estresse, ou que geralmente são pessimistas.

Trauma durante a infância. Algumas situações traumáticas podem afetar o modo como nosso corpo reage ao medo e eventos estressantes.

Estrutura cerebral. Há um maior risco de depressão em pessoas com o lobo frontal menos ativo no cérebro.

Condições médicas. Existem algumas condições que aumentam o risco de depressão, tais como: doenças crônicas, insônia, dor crônica, ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

Uso de substâncias. O histórico de uso de álcool e drogas pode aumentar o risco de desenvolver depressão.


Tipos de tratamentos e terapias

Não há duas pessoas afetadas da mesma maneira pela depressão e não existe um tratamento único para todos. Pode ser necessária alguma tentativa e erro para encontrar o tratamento que funciona melhor para você.

Farmacoterapia. Os antidepressivos são fármacos que tratam a depressão. Ajudam a melhorar a forma que nosso cérebro usa certos tipos de substâncias que controlam o humor e estresse. Pode ser necessário testar diferentes antidepressivos antes de encontrar aquele que melhora os seus sintomas e que tenha efeitos colaterais controláveis. Funcionam muito bem associados a outros tipos de terapias.

Psicoterapia. Diversos tipos de psicoterapia podem ajudar as pessoas com depressão, principalmente em evitar as recaídas. Atualmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é considerada padrão-ouro no tratamento.

Neuromodulação. O Neurofeedback é uma técnica moderna de tratamento (segura e não invasiva) que utiliza um aparelho de eletroencefalografia (EEG) para treinar os padrões de ondas cerebrais. Estudos têm demonstrado que o neurofeedback é capaz de gerar mudanças a longo prazo no espectro topográfico do EEG e efeitos na neuroplasticidade (capacidade do cérebro modificar sua estrutura e função). Estudos atuais sugerem que o neurofeedback pode ser eficaz no tratamento dos sintomas depressivos.


Cuide de si mesmo

Você pode melhorar os sintomas da depressão ao cuidar mais de si mesmo. Isso inclui ter qualidade de sono e alimentação saudável, evitar companhias negativas e tóxicas, ter um seu momento de lazer.

A prática de atividade física, na média de 30 minutos de 3 a 5 vezes por semana, ajuda o corpo a liberar a produção de endorfina, um tipo de hormônio que melhora o humor e o bem estar.

Além disso, é fundamental que você procure um psicoterapeuta para iniciar seu tratamento. Agende uma consulta online!

Psicólogo

Quando buscar ajuda de emergência?

Ligue 188 (clique aqui para chamar)

Se você acha que pode se machucar ou tentar o suicídio, ligue agora para o Centro de Valorização da Vida (CVV) no número 188 (clique aqui para chamar) a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular (é gratuito).

O CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, email, chat e voip 24 horas todos os dias.

Para mais informações, acesse o site www.cvv.org.br.

Onde buscar ajuda para prevenir o suicídio?

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde).
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita)